3 de julho de 2010

A Dimensão do meu Desejo: Prazer na produção do conhecimento


Questionar... Descobrir... Entender...

Três ações presentes em minha personalidade. Maior parte do tempo veladas pela necessidade de uma convivência harmoniosa em comunidade. Talvez por medo da incompreensão daqueles que se contentam com a simplicidade. Nego a simplicidade nos dias atuais. Vejo o oposto e como forma de buscar esse antagonismo busco a ciência, como espaço de criação de respostas.

Criação como ato associado a ciência. Pode não existir resposta exata para as perguntas. De vez em quando nem as matemáticas. Por isso o esforço, quase em vão, em matematizar a vida. Das questões sucitadas socialmente faz-se necessário a reflexão e busca nas diferentes áreas para a criação do embasamento teórico, não descolado da vida. Mas teoria e vida conexos como dois pontos que montam a linha do raciocínio.

Essa linha não pode ser compreendida como algo reto, sólido e sem interferência. Contrariamente essa reta está cercada de dilemas que são importantes mas podem desviar a atenção do foco. Dentro desse contexto o ato de pesquisar está exatamente na possibilidade de delimitar a reta que guiará seu trajeto de vida (com visão de mundo e de homem) em sua teoria (como resposta aos dilemas dessa relação mundo x homem).

O desafio, para mim, está em manter-me nessa linha. Olhar para as demais interferências e espaços em que tal linha está circunscrita como fator importante, mas com a fixação em meu norte: o resultado. Por outro lado, o desafio é prazeroso a ponto de perder noites de sono em busca de respostas aos questionamentos parciais, aqueles quem montam o todo do problema proposto.

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