23 de março de 2011

Espelho Espelhos

olho para o espelho
aquele que não existe mais.
Lá jaz o nosso sonho
Lá refletiu o eu
refletiu você, também.
Nos refletiu. Agora não, mais.

Tento me encontrar
nos espelhos não me reconheço
provas de um desconhecido

refletindo sobre este
o acho deslumbrante
ao ponto de me relembrar
d'eu mesmo?
ao ponto de revisitar
d'as poesias esquecidas?
ao ponto de reler os livros
d'ex importantes?

O espelho não existe mais.
O reflexo não há. Reflexão, talvez.
E eu?
Nesse desconhecido me encontro.


Um comentário:

  1. Sempre achei que um poeta livre perde parte de sua capacidade de criar,o desejo e a angústia é uma grande fonte inspiradora,pessoas plenas são básicas...lindas, mas básica.A poesia requer a complexidade da saudade,do revés,do desassossego é navegar dentro da gente no mais marinho do mar... Passeei pelas suas poesias anteriormente,nossa Giaguaro como você está crescendo rápido!!Mas escrevendo pouco,os artigos,textos,teses.. são seu prato principal, mas como toda menina anseio pela sobremesa.. ;)
    Beijo
    Beatriz(A fofa)

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