2 de dezembro de 2005

Lamentações de um Jeremias qualquer.

De onde estás me vês?
Estou frágil, solitário, pequeno, mortal.
Um dia busco encontrá-lo. Noutro nem procurá-lo.
Sem encontrar respostas, frio e estático, permaneço.

Quero um Deus conhecido.

De onde estou não o vejo,
Estás aí? Pergunto intimidado pela azul imensidão.
Universo de incerteza, mas hei de encontrar respostas.
Sinto-te como paz maternal, silenciosa quietude,
[mansidão acolhedora.

Não quero um Desconhecido.

Que assim seja.

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